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Control
de Anton Corbijn (2007)
informação superficial e promocional: biopic sobre a curta, mas prolífica, carreira de Ian Curtis nos Joy Division. Descrição muito aquém. Control desmistifica em vez de mitificar. Nada de glorificações e mitos.
Uma reflexão sobre a dificuldade de expressão, sobre o descontentamento, sobre a inspiração no quotidiano, sobre o momento em que comunicar já não é suficiente, sobre se é tudo pasível de controlo ou se existe a inevitabilidade.De como a genialidade é um mito e a inovação surge por acaso. Não há estrelas. Há gente. Como nós... Num registo estético irrepreensível.
Etiquetas: cinema
Estou em crer que a melhor imagem para ilustrar a contemporaneidade é um sistema de rega automático num dia de chuva.
josé gonzaléz . in our nature (2007)
... assim, coisas simples.
Quando me perguntam por experiência profissional, digo que gosto de empregar verbos.
De entre as pouquíssimas coisas que me atormentam a calma e fomentam a irritabilidade, nas quais se inclui, mas não se limitam a, a percepção auditiva de uma escova de roupa, de plástico, numa lavagem manual num tanque, o cheiro a fósforos suecos, ou então indivíduos anónimos que possuem a {inserir antónimo de destreza} intelectual de aumentar exponencialmente a velocidade de marcha quando estão a ser objecto de uma ultrapassagem, ou então ainda, e para rematar como exemplo, as cartas dos leitores à redacção/consultório/horóscopo da TV7dias em cuja legenda se possa ler "leitora identificada". Que raio é um leitor identificado? Como dizia, de entre um número reduzido e hermético de pequenas coisas capazes de me fazer cravar as unhas no respectivo dedo imediatamente adjacente, pelo lado direito apenas, porque cravar da direita para a esquerda é mais complicado, fazem parte a panóplia de símbolos e quadradinhos de links do youtube, que insistentemente ganham vida e contornos próprios impedindo o regozijo de poder assistir convenientemente e confortavelmente a quatro minutos de película pixelizada, é certo, mas resultado merecido de algum esforço e dedicação na introdução de parâmetros na caixa do search. Eis que quando indadvertida ou vertidamente se passa o cursor e Zás!, o ecrã fica invadido por janelinhas em dimensão reduzida remetendo o objecto da nossa atenção para um segundo plano. Isto é em tudo semelhante a ter livros ou garrafas ou pacotes de água e sal defronte do ecrã da televisão: ninguém gosta. E ninguém vê televisão nessas condições. A diferença está em que as garrafas estão ao alcance de uma mão, ou, vá lá, de um pé para os mais sedentários, sendo facilmente amovíveis. Experimente-se por sua vez, retirar os quadradinhos da jenela do seu tubo. Já levei a cabo morosas e fatigantes experiências, inclusive recorrendo a vários tipos de ratos e cursores, e o comportamento destas perturbações é, no melhor dos sentidos, aleatório, e no pior dos sentidos errático (o que também me levou à conclusão que isso dos sentidos é igual, a direcção é que faz a distinção). Clique-se então fora da página e aquelas coisas mantêm-se. Clique-se dentro e abrem-se novas janelas. Clique-se nos links e eles fogem assustados. Clique-se para fechar e aparecem novos links vindos do nada. E o comportamento deles hoje não é o mesmo de amanhã. É inútil. Em dez segundos toda a nossa existência não se compadece de qualquer controlo. Eu não sou orgulhoso e sei quando a tecnologia me ultrapassa. Hoje em dia tento não tocar sequer no rato. E também não ranger muito a cadeira ou inspirar com alguma força, não vão eles aparecer.
v.a. / italians do it better presents: after dark (2007)
pode toda uma época ser reinterpretada?... poder-se-à fazer uma obra intemporal a partir dos estilhaços de um facto particular?... Fenómeno simultâneamente kitsch, inovador, descentralizador e profundamente Europeu, o Italo Disco da década de 80 seria ponto de partida para múltiplas manifestações e revivalismos. Mas o que After Dark procura não é o maneirismo... é a atmosfera: procurar no desiquílibrio do passado o equilíbrio presente.
diferente... fundamental neste Outono.
battles / mirrored (2007)
coisas há que se definem assim, que captam a essência do próprio tempo, do presente. Mirrored é a síntese deste início de século: das tendências musicais, das progressões técnicas, do fim do conceito de estilo, do permanente post-qualquer-coisa... Análise crítica, estudada, meticulosa. Presente e passado juntos e filtrados no seu âmago para definir o futuro.
Essencial.
+ clica no senhor para ele interagir contigo novo teledisco para Neon Bible, dos Arcade Fire
A máquina onde compro tabaco pela manhã, faz sempre o troco nas moedas de mais baixo valor possível. Depois do meio dia nunca tem troco.
A máquina onde levanto dinheiro de manhã dá notas de 10 qualquer que seja a importância requisitada. A partir do meio dia só tem notas de vinte e cinquenta.
A inteligência artificial é um mito!
A técnica caminha na direcção da parvoíce artificial.
uma incursão no encanto visual de Michel Gondry. A ténue separação entre a imaginação e a realidade e o retrato dos momentos como o desejaríamos que fossem.
A partir de uma história simples, são sobretudo os momentos de divagação onírica que fazem da ciência dos sonhos uma experiência visual a descobrir...
dizer que tudo está inventado é um engano... e para os momentos em que a inspiração tarda a surgir... vale a pena observar o trabalho dos irmãos Bouroullec. Sobretudo neste artigo da Arkinetia.
Tiles system, módulos têxteis de construção de paredes semi-rígidas; algae, peças de construção de divisórias que permitem permeabilidades visuais de diferentes intensidades (ilustração em cima) e nuages, peças de mobiliário modular.
O que se destaca, para além da inovação e completa originalidade, é a capacidade efectiva de permitir inúmeras combinações e possibilidades, tanto formais como cromáticas.
+ bouroullec.com
a questão que se coloca é simples e redutora: o que é que se vai fazer daqui a quinze anos com um ficheiro de computador?
problema 1: abrir o suporte... cd? provavelmente já não se comercializa... disquete? já não se fabrica... usb? vai ser tão obsoleto como as portas din, DA-15 ou outras portas izquizitas e com nomes, vá lá, um bocadinho nerds, o são agora...
problema 2: partindo do pressuposto que se encontra um leitor vintage que funcione... em que programa abrir? experiência: tente-se abrir hoje um programa de cálculo que tenhamos feito em basic e esteja gravado numa cassete... ou então abrir um ficheiro do quark xpress...
problema 3: partindo do pressuposto que encontramos o programa na internet sem fios de 2022... o sistema de ficheiros vai ser diferente, até provavelmente esta coisa dos zeros e uns está ultrapassada
problema 4: os cd's não duram um século como se apregoa... a estimativa é de cinco anos ou corrosão... já alguém viu um cd de, digamos, 1987?
5: para que guardariam os nossos pais os cartões perfurados? ou as bobines de fita? o avante camaradas aconselha vivamente: apage-se os trabalhos. Não vale a pena arquivar, e... ena ena, economiza-se tostões, espaço, e tempo. Sociedade, empresas e informáticos estão todos enganados...
diz não ao arquivo
parece-me que por estes dias a música alegre está fora de moda. Um álbum alternativo, contra a corrente. E contra a corrente do alternativo.
Alegre. A descobrir.
jogos de simulação? gráficos? tiros? aviões? fadas? sudoku? ... tudo demodée... o verdadeiro desafio da nova década: jogo da separação
broadcast - tender buttons (2005)
minimalista, básico, mas incrivelmente rico em melodias, em momentos que requerem uma apreciação individual, em silêncio. pode a música ser... tender?
Um trabalho sob paisagens electrónicas, delicado e atento aos mínimos pormenores. Nunca cansativo... Hipnótico e viciante.
questão: - o teu local de trabalho é povoado por por incompetentes que acreditam que não o são? - faz-te impressão serem valorizadas as "sinergias produtivas" e expressões sortidas em vez de trabalho a sério? - o teu patrão disfarça a incompetência com frases feitas e reestruturações aleatórias? - entendes o roubar material de escritório como justiça popular? - acreditas que todas as políticas de redução de custos correspondem a sadismo pessoal dos gestores? - achas que metade do tempo livre na última década foi desperdiçado à espera que o browser descarregasse as páginas da net?
Dilbert, a mais corrosiva, sarcástica e cínica visão sobre o absurdo do teu local de trabalho. Como o sarcasmo ajuda a um emprego feliz. Terapêutico.
+ aliança estratégica + trabalho de equipa + mobilidade + demonstrar empenho + feiras de exposição
charles eames . fiberglass chairs (1970)
curta metragem sobre a produção da "fiberglass chair" . + info
... Brand-New-Life, ao vivo, 1980. de um álbum como há poucos
















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